Após relatório do Coaf revelar que o escritório de advocacia de Ibaneis Rocha movimentou R$ 43 milhões e um fundo da Reag Investimentos, investigada na Carbono Oculto — operação deflagrada contra o PCC —, a defesa do governador afirmou que ele está afastado da banca desde 2018 e que não participou das negociações.
Ao sustentar essa versão, porém, Ibaneis, mesmo que sem querer, transfere a responsabilidade diretamente para dentro da própria família.
Isso porque a condução e a formalização do negócio ficaram a cargo de pessoas do seu núcleo mais próximo. O termo de cessão foi redigido pelo advogado Caio Carvalho Barros, seu filho. Já a assinatura do documento coube a Luzineide Getro de Carvalho, gerente administrativa do escritório, mãe de Caio e ex-esposa do governador.
Na prática, ao tentar se afastar do caso, Ibaneis acaba por jogar o próprio filho e a ex-esposa, em seu lugar, para o epicentro da crise.



