A deputada federal Bia Kicis respondeu à reportagem de A Voz dos Praças sobre os oito outdoors instalados no Distrito Federal com sua imagem, financiados por arrecadação realizada dentro do ambiente do Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Ao declarar que o material tinha “caráter institucional e de agradecimento”, que a iniciativa partiu de deputado distrital e que confiou na “lisura das doações”, a parlamentar confirma pontos essenciais: houve arrecadação, houve financiamento coletivo e sua imagem foi utilizada em peças publicitárias de grande exposição pública.

Resposta da assessoria da deputada federal Bia Kicis à A Voz dos Praças.
A tentativa de se distanciar da execução — ao afirmar que não participou da contratação nem do custeio — não altera o fato central: os outdoors existiram, foram pagos e produziram benefício político direto à sua imagem.

Mais que isso.
Ao atribuir a iniciativa a deputado distrital, a resposta de Bia Kicis termina de direcionar o foco para o entorno político de Roosevelt Vilela.
Registros obtidos pela reportagem — depoimentos, mensagens e cobranças via PIX — demonstraram que a arrecadação informal, a intermediação por entidades associativas ligadas ao CBMDF e a contratação dos outdoors orbitam o gabinete de Roosevelt Vilela, valendo-se de um ambiente militar hierarquizado que retira o caráter de espontaneidade da contribuição, marcada por constrangimento, receio de retaliações e ausência de liberdade real de recusa.

A nota da deputada não nega a arrecadação.
Não nega o financiamento.
Não nega o uso de sua imagem.
Ao contrário: reconhece a engrenagem — apenas deslocando a responsabilidade operacional.
O que era tentativa de afastamento termina consolidando o elo político do episódio.



