A coordenação do CFP XII da PMDF está sendo acusada por formandos de condicionar a presença de familiares na solenidade obrigatória de incorporação e 1º uso do uniforme ao pagamento, pelos próprios alunos, de estrutura privada vinculada ao evento.
Prints enviados à reportagem mostram mensagens afirmando que, para que a formatura acontecesse com familiares, os alunos precisariam fechar o pacote até a terça-feira (24/2). Caso contrário, segundo comunicação interna feita por Marco Aurélio, líder da comissão de festas, a cerimônia poderia ocorrer “fechada”, sem familiares.


Não se trata de baile. Trata-se da solenidade oficial de incorporação, realizada no Complexo de Ensino da PMDF.
Ainda assim, R$ 2.661,56 teriam sido cobrados de cada um dos cerca de 1.200 alunos. Considerando adesão integral, a arrecadação estimada pode ter alcançado aproximadamente R$ 3.193.872 (três milhões, cento e noventa e três mil, oitocentos e setenta e dois reais) apenas para a solenidade de 1º uso do uniforme.

A pergunta que surge é objetiva:
para custear exatamente o quê?
O documento apresentado descreve estrutura que inclui arquibancadas, sonorização, iluminação e sala reservada para autoridades com mobiliário e buffet.

Quem contratou?
Qual empresa está responsável?
Houve licitação ou trata-se de contratação privada da comissão?
Há prestação de contas formal aos alunos?
Enquanto isso, familiares dependem da adesão financeira dos formandos para terem acesso a um ato institucional obrigatório.
A situação se agrava porque a solenidade foi antecipada sem justificativa oficial detalhada, justamente no período em que o governador deve deixar o cargo para disputar eleições — o que ampliou questionamentos internos sobre a finalidade da pressa.
Formandos relatam ainda pressão para que todos fechem contrato, sob o argumento de que é necessário atingir número mínimo de adesões.
Se a solenidade é institucional e obrigatória, por que a presença da família depende de pagamento privado feito pelos próprios alunos?
Formatura institucional não pode se transformar em fonte de arrecadação privada milionária à margem de procedimento público, licitação ou prestação de contas transparente.
A tropa quer resposta.



