Em 02 de fevereiro de 2026, enquanto um procedimento administrativo instaurado a pedido do deputado Roosevelt Vilela avançava dentro do CBMDF, o distrital foi visto em um almoço reservado, fora de qualquer agenda pública, no Coco Bambu DF Plaza.

Roosevelt Vilela almoça com outro homem em mesa reservada no Coco Bambu DF Plaza.
Quem estava com ele?
O que foi tratado?
Já no Comando do CBMDF, Rodney Freire de Souza — assessor direto do deputado, cedido à CLDF, com remuneração de R$ 18.878,48 — era ouvido oficialmente em sindicância. Perante a Corregedoria, admitiu como funcionava o esquema de arrecadação para custeio de outdoors do parlamentar, prática que militares ouvidos pela reportagem definem como rachadinha travestida de “vaquinha”.

Depoimento de Rodney Freire, em 2 de fevereiro de 2026, na sindicância nº 00053-00002233/2026-23, confirma esquema de arrecadação para custear outdoors do deputado distrital Roosevelt Vilela.
No depoimento, Freire demonstrou o envolvimento direto do gabinete de Roosevelt Vilela na operação dos outdoors, ao reconhecer que as arrecadações têm como destino específico a propaganda política do parlamentar, inserindo a prática no entorno funcional do mandato e afastando qualquer caráter espontâneo ou desvinculado da atuação política.
O discurso de “contribuição voluntária” não apaga o fato político: uso de hierarquia, influência e ambiente militar para financiar propaganda pessoal.
Freire também descreveu que a arrecadação é operacionalizada com a participação do Clube dos Oficiais do Corpo de Bombeiros, entidade privada que, segundo ele, ficaria responsável pela contratação, pagamento e prestação de contas dos outdoors.

Rodney Freire descreve, em depoimento na sindicância nº 00053-00002233/2026-23, que o controle da arrecadação para outdoors do deputado distrital Roosevelt Vilela fica a cargo do Clube dos Oficiais.
O arranjo, porém, desloca recursos arrecadados informalmente para fora das finalidades institucionais do clube, utilizando sua estrutura para viabilizar propaganda política pessoal de parlamentar, circunstância que, conforme especialistas ouvidos pela reportagem, extrapola a atuação associativa e pode caracterizar ocultação da real origem e destinação dos valores, com potencial enquadramento em lavagem de dinheiro.

Rodney Freire de Souza, 2º tenente do CBMDF e cedido ao gabinete do deputado distrital Roosevelt Vilela na CLDF, com remuneração de R$ 18.878,48.
O que emerge não é episódio isolado, é método. E, diante dos elementos já expostos, o caso deixa de ser apenas político e passa a ocupar o campo da apuração criminal e administrativa, com repercussões que parecem ter apenas começado.



