O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, apresentou um pico de pressão arterial na quinta-feira (5/3) e foi encaminhado às pressas ao Hospital DF Star, na Asa Sul, onde permaneceu em observação durante a noite.

O episódio ocorre justamente no momento mais turbulento do atual governo. Nas últimas semanas, o Palácio do Buriti mergulhou em uma crise política aberta após a operação envolvendo o BRB e o Banco Master, que colocou o banco público do DF no centro de um intenso embate político.
O caso rapidamente ultrapassou os limites do mercado financeiro e passou a pressionar o governo dentro da própria Câmara Legislativa. Deputados distritais — inclusive integrantes da base aliada — passaram a cobrar explicações sobre os riscos da operação, seus impactos para o BRB e as responsabilidades políticas envolvidas.
Nos bastidores do Buriti, auxiliares descrevem um ambiente de tensão constante. Reuniões sucessivas, pressão de parlamentares, críticas públicas e a antecipação da disputa eleitoral de 2026 transformaram o clima interno do governo em um dos mais pesados desde o início da gestão.
O episódio de saúde acabou sendo interpretado por aliados e adversários como reflexo direto desse cenário. A crise política que envolve o BRB deixou de ser apenas um problema administrativo e passou a atingir o coração do governo — elevando a pressão não apenas no ambiente político, mas também no próprio Palácio do Buriti.
E o aperto político tende a aumentar caso o governador opte pela desincompatibilização do cargo para disputar as eleições de 2026. Integrantes do grupo político de Celina Leão afirmam que a vice-governadora está preparada para abandonar o barco — cenário que certamente aprofundará ainda mais a instabilidade política e de saúde de Ibaneis Rocha.



