O relator da Medida Provisória do reajuste das forças do DF, Rafael Prudente, mal assumiu a função e já iniciou articulação direta com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI).
Não foi gesto protocolar. Foi movimento objetivo.
Em diálogo imediato com o ministério, o parlamentar encaminhou três pontos que considera prioritários para os militares:
1. Serviço voluntário indenizável
A proposta busca garantir que o serviço voluntário seja formalmente indenizado, evitando distorções e assegurando previsão clara na lei.
2. Auxílio-moradia sem discriminação
A emenda defende que militares com e sem dependentes recebam o mesmo valor de auxílio-moradia, eliminando diferenciação que hoje gera desigualdade interna.
3. Posto acima
Garante avanço funcional ao passar para a reserva, regulamentando a Lei Orgânica dos Militares.
O gabinete sustentou que as medidas não representariam impacto financeiro ou orçamentário relevante na MP que será convertida em lei.
Mas há um quarto ponto em análise que pode mexer com a base da tropa.
Está sendo avaliada a possibilidade de percentual único para todos, evitando distorções na distribuição do reajuste dentro da carreira.
Hoje, o desenho apresentado cria diferença significativa entre topo e base. A discussão agora é se o aumento será escalonado ou linear.
A comissão foi instalada.
Os trabalhos começaram.
E os bastidores já mostram que a disputa não é apenas pelo reajuste — é pela forma como ele será dividido.
Dentro da tropa, esse detalhe pesa.



