O sargento Barreto, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), passou a acusar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de usarem provas “falsas” ou “falseadas” no caso que discute as exigências do Teste de Aptidão Física (TAF) feminino no concurso da corporação.
As declarações foram feitas em áudios que começaram a circular entre candidatas e candidatos após o ajuizamento de ação que pede a revisão dos índices do exame físico. No material, Barreto afirma que dados apresentados no processo, sobretudo os percentuais de reprovação feminina em provas anteriores, não corresponderiam à realidade e teriam sido usados de forma indevida para embasar o pedido de mudança no edital.
A fala do sargento agrava uma crise já marcada por ameaças, intimidações e constrangimentos contra candidatas que questionam o TAF feminino do CBMDF.
Com isso, em vez de arrefecer, o debate sobre o TAF feminino se torna ainda mais polarizado, em um cenário marcado por mobilização de candidatas, disputa narrativa e pressão pública sobre os rumos do certame.



