O escândalo envolvendo Mayk Steve Richter Nobre, ex-diretor da Papuda, revela que o abuso de poder ia muito além das investidas sexuais já denunciadas pelo Ministério Público.

O caso, que já tramita na Justiça, demonstra o tamanho de sua gravidade ao observar os os relatos de que a estrutura do Estado foi mobilizada para vigiar e retaliar a servidora após ela resistir aos abusos iniciados em junho de 2025.
O monitoramento teria sido evidenciado quando o então diretor demonstrou conhecimento imediato de fatos registrados na 30ª Delegacia de Polícia aos quais nem a vítima ainda tinha acesso, o que levanta indícios de uso de acessos privilegiados a sistemas de inteligência para fins pessoais e intimidatórios.
Além do rastreio, a retaliação administrativa veio com a transferência da policial de unidade, o que atropela o princípio da impessoalidade e deixa claro que o objetivo era puni-la por ter resistido aos abusos e feito a denúncia.
O episódio, além de reforçar que a gestão de Mayk Steve foi convertida em ferramenta de vingança pessoal, expõe como servidores ficam vulneráveis diante de chefias que utilizam o aparato de segurança não para proteger o Estado, mas para garantir a impunidade dos próprios desvios.









