Prometeram junho, adiaram para dezembro. Enganaram aprovados, desviaram orçamento e usaram o concurso como palco eleitoral. Nós avisamos. Ignoraram. Hoje, a farsa cai — e o preço explode nas mãos de quem mentiu.
Desde o final do ano passado, temos denunciado — com clareza, coragem e responsabilidade — a manobra política por trás da convocação dos aprovados no concurso da PMDF para o Curso de Formação de Praças XII (CFP XII). E agora, a verdade escancara o jogo sujo feito com os sonhos de centenas de candidatos.
Com o CFP XI ainda em andamento e previsão de encerramento apenas em maio, o deputado distrital Hermeto passou meses prometendo publicamente que o CFP XII teria início já em junho. Disse isso em vídeos, entrevistas, declarações. Muitos acreditaram. Muitos organizaram suas vidas confiando na palavra de quem, em tese, deveria representar o interesse público.
Mas era tudo mentira.
Hoje veio o anúncio oficial: a entrega de documentos será apenas em novembro, e o curso terá início somente em dezembro — exatamente como sempre alertamos. O que se confirma agora é a estratégia que vínhamos denunciando: usar o orçamento destinado ao CFP XII para outras finalidades, enquanto os aprovados eram mantidos em espera e transformados em instrumento de barganha política.
A manipulação foi calculada. A expectativa foi alimentada de forma deliberada. As promessas foram feitas com interesse eleitoreiro. E quando a pressão aumentou, impulsionada por nossos alertas, os discursos vazios não foram suficientes para sustentar o castelo de areia.
Agora, tudo ruiu. E junto com ele, a confiança.
O sentimento é de revolta, frustração e traição. Candidatos que deixaram empregos, adiaram planos e reorganizaram suas vidas foram tratados como peças descartáveis em um jogo político imoral. Isso não é apenas irresponsabilidade. É um escárnio com a segurança pública e com a dignidade das pessoas.
E mais: não foi por falta de aviso. Nós alertamos. Gritamos. Denunciamos. Desde o primeiro indício de manipulação, estivemos atentos, acompanhando, expondo. E muitos preferiram nos chamar de “doidos”, dizer que só “falávamos besteiras”. Hoje, fica claro: estávamos certos desde o começo.









