Diálogos obtidos pela reportagem revelam como a esposa do magistrado assumiu informalmente as rédeas do cartório, ditando o funcionamento e determinando diretamente quais funcionárias deveriam ser alvo de retaliação.
A ordem explícita para “apertar o cerco e cortar a asa das duas, mas tudo certinho sem parecer assédio” escancara o cinismo de quem sabe exatamente a ilegalidade do que está fazendo e se preocupa apenas em não deixar rastros.

Se confirmadas, as mensagens derrubam qualquer aparência de normalidade e expõem uma engrenagem paralela de comando dentro de uma Vara Cível de Brasília, onde servidores podem ter sido perseguidos sob o silêncio — ou a omissão — dos órgãos responsáveis pela fiscalização.









