Não param de surgir denúncias contra o gerente administrativo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Helber Carvalho de Souza, o “Maninho”. A mais recente, ao chegar ao A Voz dos Praças, descreve um suposto esquema de favorecimento dentro da unidade, no qual consultas e cirurgias teriam sido utilizadas para beneficiar indicações políticas e pessoais.
Uma planilha vazada à redação expõe dados explícitos e sensíveis de pacientes, com nomes, contatos e endereços, que furaram a fila do SUS no Hospital de Santa Maria. O documento expõe o favorecimento de parentes do gestor Helber Carvalho, como sua prima, além de funcionários das terceirizadas GPLAN e APECE.

Os registros comprovam a realização de cirurgias de vesícula, hérnia e histerectomia, além de consultas com cardiologistas e psiquiatras, todas realizadas por meio de um esquema de apadrinhamento comandado por Maninho, que agia a pedido de políticos, assessores e líderes religiosos, como um Apóstolo. O cruzamento dos dados também aponta a participação de empresas que mantêm contratos com o hospital, como a Máxima Facility e a Brasília Segurança, ampliando ainda mais a gravidade das denúncias.
Enquanto a população sem influência política aguardava meses por consultas e cirurgias na fila regular, a chamada “Lista de Maninho” teria operado como uma espécie de balcão paralelo de favores, reservada a apadrinhados, aliados e pessoas com acesso aos bastidores do poder.










