O que deveria ser uma demonstração de força política acabou se transformando em uma noite de constrangimento para Celina Leão. Em reunião realizada na noite de ontem (28/5) na Igreja de Cristo, no Setor de Chácaras do Lúcio Costa, a chefe do Executivo local foi enquadrada por lideranças comunitárias exaustas do isolamento institucional.
O golpe mais pesado veio no pronunciamento de um líder local, que expôs na cara da governadora as duas décadas de abandono da região. Sem filtros, a liderança lembrou que o último governante a pisar ali foi José Roberto Arruda — há quase 20 anos — e revelou que foi preciso “incomodar” Celina repetidas vezes para que ela finalmente aparecesse. O desabafo escancarou a negligência do Estado com problemas básicos que massacram os moradores, como a falta histórica de água potável.
Para piorar o cenário de desgaste, o evento foi esvaziado pelas ausências de Michelle Bolsonaro e da senadora Damares Alves, duas das principais forças de mobilização da direita no DF.

O episódio na Lúcio Costa acende o sinal de alerta para o grupo governista às vésperas da corrida eleitoral. A noite que deveria selar o apoio de uma comunidade carente acabou servindo de palanque para o povo resgatar, de forma espontânea, o nome do maior concorrente ao Palácio do Buriti.









