A tentativa do deputado Roosevelt Vilela de inflar seu capital político junto aos militares terminou em um fiasco monumental.
O almoço que celebraria os 13 anos da Turma de 2013 do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), marcado para hoje (19/06) na casa do parlamentar, precisou ser abortado às pressas devido a um esvaziamento generalizado e erros grosseiros de articulação.
O gabinete trabalhou na divulgação do evento por quase trinta dias, projetando atrair a maioria dos 540 integrantes daquela turma. Contudo, a contagem final estagnou em míseras 100 confirmações, expondo o tamanho da rejeição que o deputado enfrenta atualmente dentro dos quartéis.
Nem mesmo a tentativa de abrir as portas do evento para integrantes da Turma de 2012 e e recém-aprovados em concursos públicos do CBMDF foi suficiente para elevar o quórum. Ao contrário, a tropa cobrou o parlamentar publicamente, acusando-o de desvirtuar uma celebração tradicional da categoria para moldá-la como um comício antecipado de campanha.
Diante do fiasco iminente e do medo de registrar fotos de uma casa vazia às vésperas do período eleitoral, o deputado recuou, anunciando o adiamento do evento “sem nova data definida” e prometendo a devolução do dinheiro via PIX.

A justificativa oficial usada, contudo, foi a de que o adiamento ocorreu porque muitos militares estariam de plantão na “escala de serviço” ou teriam “compromissos inadiáveis”. A explicação rapidamente virou motivo de chacota entre integrantes da corporação. Afinal, para que a versão apresentada fosse verdadeira, seria necessário admitir que praticamente toda uma turma composta por cerca de 540 bombeiros daquela mesma antiguidade bateriam plantão simultaneamente nesta mesma sexta-feira — uma aberração técnica que simplesmente não existe na rotina do CBMDF.

O recuo forçado e o esvaziamento das mesas evidenciam o cenário mais temido pelo comitê do parlamentar: a liderança que Roosevelt Vilela julgava ter sobre a base dos praças desmoronou.









