Um áudio encaminhado à reportagem levanta questionamentos sobre a utilização da estrutura hierárquica do CBMDF para perseguição política dentro da corporação. Na gravação, um subtenente identificado por militares como apoiador político de Roosevelt Vilela e Celina Leão reage ao saber que um bombeiro teria manifestado apoio a Arruda e Alyton Gomes.
No trecho, o graduado pede o nome e a matrícula do militar e afirma que irá “providenciar uma ajuda” para ele. Em seguida, faz referência direta aos candidatos apoiados pelo bombeiro: “Porque eu vou providenciar aí uma ajuda pra ele, ajudar o Alyton Gomes lá. E o Arruda também”.
A fala foi interpretada por integrantes da corporação como uma insinuação de transferência para Planaltina ou adoção de medidas administrativas motivadas por posicionamento político, situação que, se confirmada, afronta princípios constitucionais da impessoalidade e da liberdade de convicção política.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação do militar citado no áudio, bem como do CBMDF, acerca do conteúdo da gravação e de eventual apuração dos fatos.









