O rigor que o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) aplica nas ruas, com multas pesadas e interdições, não atravessa os portões da própria casa. O que se vê no primeiro andar da Policlínica do CBMDF, no Setor Policial Sul, é um deboche com a segurança pública: extintores de incêndio com vencimento registrado em junho de 2017.

Enquanto o comando exige que o cidadão e o comerciante candango sigam normas implacáveis, permite que equipamentos de segurança em uma unidade de saúde militar virem sucata decorativa por quase uma década.
Um extintor de Pó Químico ABC nessas condições é inútil; o conteúdo empedra, a pressão se esvai e, em uma emergência, o que deveria salvar vidas não passa de uma lata vermelha vazia. Os selos presentes nos extintores também indicam inspeções antigas, reforçando a percepção de falha prolongada nos controles internos da unidade.
A prevenção de tragédias não aceita a lógica do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. A família militar e o povo do DF não podem ser expostos ao risco por quem deveria ser o exemplo máximo de zelo. O rigor cobrado na rua precisa, urgentemente, começar a ser praticado dentro dos quartéis e policlínicas da capital.









