Um documento interno do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) revela que o setor de atendimento pré-hospitalar não possui mais glicosímetros em estoque para substituir os aparelhos que pararam de funcionar nas unidades operacionais.

O desfalque é grave, pois o instrumento é indispensável para as equipes de socorro avaliarem a taxa de glicemia de pacientes em ocorrências envolvendo hipoglicemia, hiperglicemia, diabetes, alterações do nível de consciência e outras emergências médicas.
O colapso na reposição do equipamento vem a público poucos dias após A Voz dos Praças trazer à tona que bombeiros militares precisaram fazer vaquinhas internas para custear manutenção de equipamentos e estruturas utilizadas pela própria tropa. A falta de uma ferramenta tão básica e barata — encontrado no mercado por cerca de R$ 50 a unidade — para pronta reposição desonera qualquer discurso de falha isolada e evidencia que a instituição enfrenta uma crise estrutural profunda.
Essa escassez contrasta com as escolhas orçamentarias do deputado distrital Roosevelt Vilela. Embora se apresente como o representante dos bombeiros militares, o parlamentar não destinou recursos à corporação neste exercício, ao passo que, garantiu a liquidação de R$ 8.316.770,56 em emendas voltadas para outras áreas, como agricultura, esporte e turismo. O resultado dessa escolha é a tropa abandonada à própria sorte, precisando se cotizar para conseguir trabalhar.
A Voz dos Praças encaminhou questionamentos ao CBMDF, contudo, até o fechamento desta edição, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.









