A decisão de Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher, somada à manifestação de que pretende se desfiliar do Partido Liberal e não disputar o Senado em 2026, acendeu o sinal de alerta máximo no Palácio do Buriti ontem (30/6).
Assim que deixou o cargo partidário, Michelle dirigiu-se ao Buriti, onde já a aguardavam Celina Leão e Damares Alves, que entraram imediatamente em ação para convencê-la a desistir da desfiliação e do projeto de se afastar da vida política para cuidar de Jair Bolsonaro.

Ficar sem Michelle significa, para Celina, perder a eleição antes mesmo de chegar às urnas. No cenário político local, é de conhecimento público a fragilidade da governadora em termos de votação própria, dependendo diretamente de cabos eleitorais de grande peso. Com o desembarque de partidos e aliados já articulado para os próximos dias, perder também o apoio de Michelle ampliaria ainda mais o isolamento político do governo.

A atuação de Damares Alves segue a mesma lógica de sobrevivência, mas voltada à preservação de seu espaço de poder. Ciente de que um eventual afastamento de Michelle pode acelerar a derrota de Celina, a senadora do Republicanos entrou em campo para proteger suas bases políticas. Se Celina de fato perder nas urnas, Damares perde junto o controle e a indicação de centenas de cargos comissionados que hoje ela detém na máquina do GDF.
Toda essa movimentação reforça a tendência de Michelle Bolsonaro consolidar o distanciamento dos filhos de Jair Bolsonaro, manter o confronto público com Flávio Bolsonaro e estreitar sua aproximação política com Celina Leão.









