A reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Itapoã, na última quinta-feira (11/6), virou palco de um verdadeiro show de autoritarismo e abuso de poder.
O espaço, criado para aproximar o Estado da população, foi sufocado pela truculência do atual Administrador Regional, Dilson Bulhões do Nascimento, que respondeu a cobranças legítimas da comunidade com ameaças explícitas de prisão.
O estopim do autoritarismo aconteceu quando um morador subiu ao púlpito para questionar as falhas da gestão local. Áudios e relatos que incendeiam os bastidores da região administrativa comprovam que Bulhões, em vez de ouvir as demandas da comunidade, reagiu de forma intimidatória. Policial militar de carreira e atualmente licenciado para exercer a função civil de administrador, ele resgatou a autoridade de uma farda que não veste mais para amordaçar a comunidade, bradando que estava ali na dupla condição de “policial e administrador” e que prenderia quem continuasse a protestar.
A conduta escancara um desvio de finalidade inaceitável. O papel de um gestor no Conseg é o de sentar à mesa e ouvir as dores do povo, não o de agir como força de choque contra quem cobra os direitos da comunidade.
Esse episódio é o estopim de uma crise que já se arrastava. Moradores relatam que Dilson Bulhões tenta governar o Itapoã “na base do distintivo”, substituindo o diálogo civil pelo medo e pela imposição militar.
Mas o tiro indica ter saído pela culatra e a tentativa de silenciar a comunidade uniu as lideranças locais em uma onda de indignação que o administrador não vai conseguir abafar, pois no MPDFT o caso já pareceu chegar.









