O que se viu nesta terça-feira (26/5), durante a solenidade da Operação Verde Vivo 2026, foi um espetáculo de vaidade política e crueldade humana.
Enquanto em países sérios o tratamento de choque e a submissão no chão são reservados para blindar o Estado contra o crime organizado, no Distrito Federal, a governadora Celina Leão e o deputado distrital Roosevelt Vilela aplicaram a mesma estética de humilhação contra homens e mulheres que compõe a força de segurança mais respeitada pelos brasilienses.
Convocados em massa — sacrificando a folga de muitos e cancelando cirurgias e atendimentos médicos na Policlínica (POMED) —, os bombeiros militares desembarcaram na Praça do Buriti rigorosamente às 8 horas da manhã, onde permaneceram esquecidos até às 10h30.
Durante duas horas e meia, praças carregando mais de 14 kg entre equipamentos e capacetes foram obrigados a permanecer em forma, sentados com o traseiro no asfalto quente, servindo de mera moldura cenográfica para fotos oficiais e para a autopromoção da “Leoa” e de seu recém-nomeado “Feitor”.
A formatura? Ocorreu na velocidade da luz, provando que o único objetivo real era angariar imagens para o palanque eleitoral.
E Roosevelt que se vende nos bastidores e nas redes sociais como o “grande representante da categoria” assistiu a toda a cena de camarote. Em vez de honrar os votos recebidos, se impor contra o abuso e exigir dignidade para os militares que dão o sangue para “vidas alheias e riquezas salvar”, Vilela portou-se como o grande fiscal da humilhação, achando o cenário lindo e batendo palma para o capricho político da governadora. A covardia política foi escrachada.
Se o deputado achava bonita a humilhação, uma mulher disse não. Mas não foi Celina Leão. A dignidade do Corpo de Bombeiros foi resgatada pela postura firme e verdadeiramente militar da Coronel Shirlene Costa — e aqui, “Coronel” se escreve com letra maiúscula de Mulher de Verdade.

Shirlene interveio diante do absurdo deu uma carcada homérica no capitão de serviço — encarnando o papel de puxa-saco oficial —, desautorizou a exploração da tropa e mandou os bombeiros saírem imediatamente de forma e irem para a sombra, protegendo a integridade de seus comandados.
Naquele cenário de covardia política e bajulação institucional, a única liderança de verdade partiu de uma oficial. A Coronel Shirlene Costa foi quem teve coragem de mandar parar.









