Após a divulgação do áudio em que um militar do CBMDF aparece ameaçando transferir um colega de farda para Planaltina em razão de suas preferências políticas, uma nova gravação encaminhada à reportagem lança mais luz sobre o caso e reforça os indícios de perseguição ideológica dentro da corporação.
No novo registro, o mesmo militar volta a se referir ao bombeiro simpatizante de Arruda e Aylton Gomes em tom de deboche e intimidação. A novidade é que ele passa a fazer as coações como se fosse preposto do deputado Roosevelt Vilela.
A gravação traz declarações como “a área daqui todinha é Roosevelt, meu irmão”, “não tem pra onde correr não” e “pra cá não adianta nem tentar, tá mexendo com o antigo, não com recruta”, expressões interpretadas por integrantes da corporação como uma tentativa de amedrontar o outro militar, valendo-se da antiguidade funcional, e de defender regiões eleitorais onde a influência do deputado já se mostra fragilizada.
O desespero em minimizar a força política de Arruda e Aylton Gomes dentro da corporação, querendo estabelecer o nome de Roosevelt Vilela como referência única e absoluta, acaba por produzir um efeito inverso: evidencia preocupação, pois nomes que até pouco tempo eram tratados como irrelevantes pelo grupo do parlamentar avançam a passos tão largos que nem mais a ameaça de uso da corregedoria é capaz de frear.









