Uma grave denúncia de usurpação de função pública e abuso de autoridade chegou ao A Voz dos Praças e aponta que, entre 2023 e 2025, uma das Varas Cíveis de Brasília teria funcionado sob o controle direto da esposa do juiz titular da unidade.
Segundo os relatos, a proximidade conjugal e o uso indevido das credenciais de acesso do magistrado serviram de ferramentas para a consolidação de um comando informal sobre a rotina do local, ditar ordens administrativas à equipe e deflagrar perseguições punitivas contra quem ousasse contrariar suas determinações
Mensagens obtidas pela reportagem comprovam que o cotidiano do cartório passava integralmente por seu crivo, com registros textuais nos quais ela reivindicava explicitamente a chefia daquela estrutura.

Além disso, as evidências apontam para a suspeita de acesso ilegal aos sistemas internos do Tribunal para monitorar o andamento de processos e expedir comandos à equipe, em uma flagrante simulação da atividade jurisdicional.

A sequência de ordens e o controle sobre a rotina da unidade teriam criado um ambiente de forte pressão sobre a equipe, resultando no afastamento médico de servidores e na destituição de cargos de chefia dentro do cartório.









