A tentativa do grupo político da governadora Celina Leão de usar a Justiça Eleitoral para emparedar adversários terminou em um tremendo fiasco técnico no processo nº 0600115-60.2026.6.07.0000. Ao tentar derrubar uma publicação no Instagram, a banca jurídica liderada pelo advogado Gustavo do Vale Rocha ignorou as regras mais básicas do direito eleitoral e recebeu um duro puxão de orelha da desembargadora Leonor Aguena, do TRE-DF, que extinguiu a ação sem sequer analisar o mérito.
O motivo do arquivamento sumário foi a completa falta de legitimidade do Partido Progressistas (PP) para assinar a petição. Desde o dia 26 de março de 2026, a sigla faz parte oficialmente da Federação União Progressista e, por lei, perdeu a autonomia para abrir processos de forma isolada. A relatora não hesitou em classificar a manobra da defesa como um “erro grosseiro”, alertando que o Poder Judiciário não serve para chancelar o amadorismo ou a falta de zelo técnico de grupos políticos.
O constrangimento do núcleo governista aumentou quando a defesa, ao perceber que a ação nasceria morta, tentou incluir a federação nos autos de forma tardia para tentar remendar o processo. A magistrada barrou a blindagem imediatamente e disparou que a jurisprudência proíbe que uma parte se beneficie da “própria torpeza” para obter regularizações excepcionais. Nem mesmo o parecer do Ministério Público Eleitoral, que tentou aliviar o peso da decisão evocando a “economia processual”, conseguiu salvar a chapa de Celina Leão e Gustavo Rocha do revés.
Para piorar o desgaste, o alvo da representação já havia retirado o post do ar voluntariamente, demonstrando boa-fé. Segundo o despacho do TRE-DF, manter o processo aberto nessas condições significaria punir quem colaborou com a Justiça e premiar a incompetência de quem errou a petição inicial. A pancada, baseada em precedentes consolidados do TSE sobre o funcionamento de federações, caiu como uma bomba nos bastidores da capital e deixou um aviso claro ao Buriti: em 2026, perseguição política que tropeçar no bê-á-bá do direito vai direto para o lixo.









