Um aviso afixado no centro cirúrgico de um hospital do DF chamou a atenção de policiais penais. O comunicado lembra que os servidores devem permanecer com os custodiados até o momento da anestesia e durante a recuperação pós-anestésica.

A determinação causou forte estranheza e desconforto na categoria. Isso porque a custódia de indivíduos privados de liberdade já é realizada de forma ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar, sendo atribuição exclusiva da equipe de escolta garantir a segurança periférica do ambiente até a alta médica ou o retorno do paciente ao sistema prisional.
Diante da nova exigência, que tensiona o limite entre os protocolos médicos e as atribuições de segurança, surge um questionamento inevitável: a direção hospitalar desconfia da eficácia do trabalho da Polícia Penal ou há um entendimento equivocado sobre como deve ser operada a segurança tática dentro do ambiente de saúde?









