O cruzamento de dados oficiais do Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO) joga por terra o discurso corporativista do deputado Roosevelt Vilela. Os documentos expõem uma montanha de dinheiro público liquidada para terceiros sob o carimbo do parlamentar.
A Federação de Automobilismo do Distrito Federal abocanhou um termo de fomento de exatos R$ 2.000.000,00 para o projeto Brasília Touring Series. Já o Instituto Brasileiro de Integração (Cultura, Turismo e Cidadania IBI) levou R$ 1.999.665,46 para realizar o Festival da Cachaça de Brasília. Até o Instituto Casa da Vila foi contemplado com R$ 1.999.196,60 para o Chocolat Festival Brasília.


A destinação de mais de R$ 8,3 milhões para eventos recreativos e de entretenimento contrasta de forma violenta com o desabastecimento sofrido pelas unidades operacionais do CBMDF. A única movimentação financeira que aparece vinculada à corporação, não atende as atividades operacionais. São pagamentos de R$ 220 mil à Vega Empresa de Serviços Gerais Ltda para compra de kits lanche.

O cenário é humilhante para quem está na ponta do serviço, pois enquanto o dinheiro grosso escorre para bancar circuitos de corrida, festas de cachaça e festivais de chocolate, o socorro à população agoniza sem ferramentas básicas de R$ 50. Para o “deputado dos bombeiros”, o “prestígio político” com organizadores de eventos vale milhões; para os praças que salvam vidas, não sobrou verba nem para repor um glicosímetro.









