Um áudio atribuído ao Tenente-Coronel Paulo Fernando Leal de Holanda Cavalcanti, Comandante do Grupamento de Bombeiro Militar de Motomecanização (GBMOT), que circula entre militares do CBMDF, revela a gravidade da crise logística e do sucateamento da frota que atingem a corporação.
Na gravação, o oficial cobra expressamente que os militares conduzam os caminhões de combate a incêndio e as ambulâncias (ABT, AR e UR) “bem na manha, igual a carro paisano”, com o objetivo de conter o desgaste das pastilhas de freio. A orientação evidencia que os veículos operam no limite da segurança devido à falta crônica de peças e de reparos oficiais.
Para piorar o cenário, o áudio revela que a distribuição das poucas viaturas operacionais disponíveis não segue critérios técnicos ou a real demanda de ocorrências das regiões, mas sim a conveniência de não gerar demanda de manutenção para o GBMOT: “só tô mandando esses carros para os quartéis que realmente o comandante cuida da viatura”.
Ao final, a mensagem atribuída a “Leal” é cristalina: não encaminhe a viatura para manutenção no GBMOT, porque ela dificilmente retornará ao serviço. Se quiser manter o caminhão ou a ambulância rodando, encontre uma solução por conta própria — ainda que isso signifique recorrer a gambiarras, favores ou até tirar dinheiro do próprio bolso.









