Enquanto Major Diego é acusado de gerir a cadeia de custódia de provas com material adquirido fora dos canais oficiais da corporação — sem licitação, sem controle técnico e sem qualquer padrão institucional — em um espaço físico paralelo, longe do alcance de fiscalização externa, a comandante Ana Paula, o corregedor Juvenildo e o subcorregedor Juany Lopes alimentam o monstro da ilegalidade, oferecendo proteção, respaldo e silêncio a um sistema que deveria ser o guardião da lei.
Agora, além de distorcer fatos, a PMDF é acusada de administrar a cadeia de custódia de provas com materiais comprados fora dos canais oficiais da corporação — sem licitação, sem controle técnico e sem qualquer padrão institucional.

Fontes confirmam que os lacres e os sacos plásticos usados pela corregedoria não passam pelo setor de logística da PMDF e não possuem identificação oficial. Trata-se de material particular — adquirido, armazenado e distribuído diretamente pelo Major Diego, sem registro de entrada, número de série ou protocolo.
Tudo com conhecimento e aquiescência do Corregedor Juvenildo e do Subcorregedor Juany Lopes. Na prática, cada vestígio embalado dessa forma viola o artigo 158-D do CPP, que determina que toda prova deve ser acondicionada em recipiente selado, numerado e rastreável.
Os produtos são os mesmos encontrados em sites de varejo como a Shopee: lacres plásticos coloridos com numeração repetida, vendidos por R$ 15,90 para uso em malotes de viagem ou kits hospitalares, e sacos de polipropileno vendidos a quilo, idênticos aos usados em embalagens de presente.

Nenhum possui brasão institucional, numeração de controle ou certificação técnica — apenas o improviso. Um improviso barato demais para quem deveria garantir a integridade da prova penal.

Mais grave que o material é o cenário onde tudo acontece. A Corregedoria mantém parte de suas atividades fora do prédio oficial, em um endereço alternativo que não integra a estrutura física nem administrativa do órgão. É um espaço paralelo, invisível ao controle do MP e distante do olhar de advogados — mas não da comandante Ana Paula.

Um território sem transparência, onde vestígios circulam sem registro e provas são manuseadas sem rastreio. Ali, a “cadeia de custódia” não segue a lei: segue a conveniência de quem controla o porão.

O caso amplia a lista de episódios que envolvem Ana Paula, Juvenildo, Juany Lopes e Diego em atos dentro da Corregedoria. Os quatro já foram mencionados em denúncias sobre interceptações telefônicas baseadas em suposições, tentativas de instalar escutas clandestinas em viaturas e até ocultação de documentos do STF.
Quantos já não foram vítimas desse quarteto fantástico?
Comandante-Geral Ana Paula, Corregedor Juvenildo e Juany Lopes, Ministério Público e Auditoria Militar: o que mais precisa acontecer para que a lei valha também dentro da própria Corregedoria da Polícia Militar?









