A sanha persecutória de Celina Leão parece ter encontrado seu limite: as regras do jogo que tentou viciar. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) deu um basta na farra do Progressista (PP), que vinha sendo usado pela governadora não como partido, mas como uma milícia jurídica para asfixiar e silenciar jornalistas, influenciadores e desafetos sob uma enxurrada de processos.
A Justiça Eleitoral apenas constatou o óbvio que a arrogância do Palácio do Buriti tentou ignorar: o PP, no afã de perseguir críticos, esqueceu-se que já não é mais dono do próprio nariz. Desde que se fundiu na Federação União Progressista, em 26 de março de 2026, o partido de Celina tornou-se um puxadinho jurídico que não pode dar um passo processual sem pedir licença.
“A legislação de regência confere a federação partidária, uma vez constituída e registrada perante o TSE, regime jurídico de atuação unitária, de modo que os partidos que a compõem passam a agir, para fins eleitorais e processuais, de forma integrada, como se única agremiação fossem, nos termos do art. 11-A da Lei nº 9.096/1995”, fundamentou o desembargador Andre Puppin Macedo no âmbito da Representação Eleitoral nº 0600080-03.2026.6.07.0000.
O episódio não é apenas um erro de protocolo; é uma derrota política acachapante: a mesma governadora que entupiu os tribunais pregando a “moralidade eleitoral” foi flagrada operando à margem da legitimidade processual básica.
Agora, a continuidade da “gestão do silêncio” exercida pelo Buriti se vê forçada a uma posição de mendicância política: para manter vivas suas mais de trinta tentativas de censura, Celina terá que baixar a guarda e buscar o beija-mão com Antonio Rueda e Manoel Arruda, os verdadeiros donos da chave da federação.
Em Brasília, a tentativa de governar pelo medo e de forma individual acaba de tropeçar na própria incompetência. Quem tanto quis dar lição de moral, agora terá que aprender o básico sobre Direito Eleitoral e entender, da pior forma, que política não é um monólogo autoritário, mas um exercício de respeito e submissão às regras do grupo.









