Roosevelt Vilela vendeu a “Lei Câmeras nas Escolas”sob o pretexto de garantir segurança e transparência total dentro das escolas públicas do Distrito Federal. Em suas falas, a proposta era uma ferramenta de proteção inegociável.
Sancionada em julho de 2025, a Lei nº 7.758/2025 perde a validade justamente nos colégios militares onde seu autor, Roosevelt Vilela, exerce influência. Onde ele manda, a transparência que ele mesmo criou não entra.
A prova dessa blindagem está no Colégio Militar Dom Pedro II (CMDP II). Após o espancamento brutal de uma criança, o tenente-coronel Carlos Henrique dos Santos — indicado de Roosevelt para o comando do colégio — opera nos bastidores com o parlamentar para que as gravações do ocorrido não apareçam.

Tenente-coronel Carlos Henrique dos Santos, comandante do Colégio Militar Dom Pedro II, ao lado de Toni Duarte, apontado como chefe do chamado “gabinete do ódio” de Celina Leão.
A "ferramenta inegociável" de Vilela parece ter virado abafamento para blindar a instituição e deixar a família no escuro. A transparência prometida, pelo visto, é um produto de exportação que o parlamentar não consome dentro de casa.
Enquanto pais de alunos da rede pública confiam na vigilância prometida, as famílias do CMDP II enfrentam um buraco negro de informações.









