A máscara caiu no Senado. Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressista (PP) e principal fiador da candidatura de Celina Leão (PP) ao Buriti mostrou de que lado realmente está ao anunciar que votará a favor da indicação de Jorge Messias ao STF.

O gesto do ex-ministro de Bolsonaro é visto como uma traição direta ao eleitorado de direita do Distrito Federal, que agora vê o "padrinho" da governadora entregando o Judiciário nas mãos do nome de maior confiança de Lula.

Para o cidadão de Brasília e para as forças de segurança que sustentam a base aliada do Palácio do Buriti, o voto de Ciro é uma mensagem clara: o projeto de poder do PP está acima de qualquer compromisso com a direita.
Enquanto o partido trabalha para converter Michelle Bolsonaro em peça do jogo do PP — tentando isolar os filhos do ex-presidente e "domesticar" o espólio político do bolsonarismo —, seu líder máximo trabalha nos bastidores para fortalecer o projeto petista no Judiciário.
O apoio a Jorge Messias — o eterno "Bessias" de Dilma e agora braço direito de Lula — somado à ausência de um posicionamento firme da governadora em prol de Flávio Bolsonaro, escancara o que antes era tratado nos bastidores: o discurso de oposição do PP em Brasília não resiste quando confrontado com seus próprios interesses de poder.
Tudo isso só confirma que o grupo político de Celina, o mesmo que pretende continuar governando o DF, joga dos dois lados, sacrificando os princípios da base bolsonarista que diz representar para se aproximar do governo federal quando convém.









