No 6º BPM, quando o assunto é Serviço Voluntário Gratificado (SVG), um nome se destaca: o do capitão Otavio Luis Teodoro Munhoz — não pela qualidade da atividade prestada, e sim pela quantidade de serviços voluntários remunerados que o oficial consegue concentrar.
Enquanto em apenas 45 dias Munhoz acumulou 15 cotas, na mesma unidade, grande parte dos praças sequer chega a 6 — e quando chega. Com a atualização do Decreto nº 39.627, cada cota passou a representar R$ 760 a mais no bolso do capitão.

O dado chama atenção porque o SVG nasceu para reforçar o efetivo e garantir compensação financeira de forma excepcional ao militar, sempre com base em critérios objetivos e distribuição equilibrada — não para funcionar como mecanismo de concentração de renda para oficial.
Quando a distorção deixa de ser pontual e vira rotina dentro do 6º Batalhão, o efeito é direto: cresce a insatisfação, se instala a desconfiança e a tropa passa a questionar não o serviço, mas quem realmente tem acesso a ele.
E o cenário se agrava com relatos de que, em diversas ocasiões, oficiais escalados no SVG são vistos desempenhando funções administrativas — prática vedada e incompatível com a própria finalidade do serviço.
O que deveria reforçar a rua acaba engordando gabinete.
No fim, não é exceção nem falha isolada, é o método: inventar regras que favorecem oficiais e desmerecem praças.









