O clima esquentou no Colégio Militar Dom Pedro II (CMDP II) e o motivo é grave. Pais de alunos do 4º ano foram surpreendidos com a inclusão do livro “A Bolsa Amarela”, de Lygia Bojunga, no material escolar de crianças de apenas 9 anos de idade.
O conteúdo, apontado por diversos responsáveis como ferramenta de doutrinação ideológica, apresenta uma personagem que afirma ter “vontade de ter nascido garoto”.

Ao longo da obra, a protagonista Raquel descreve como “espremia” essa vontade em um bolso escondido de sua bolsa amarela, chegando a afirmar que o desejo era tão grande que foi difícil fechar o botão.

Além disso, o livro apresenta um pacto da criança com o fecho da bolsa para que este “enguice” caso alguém tente abri-la, o que muitos pais interpretaram como um incentivo para que os filhos mantenham segredos profundos longe da orientação familiar.
A reação no grupo de WhatsApp de comunicação dos pais de alunos foi imediata e pesada: mães e pais classificaram a escolha pedagógica como “podre”, “inadmissível” e uma afronta direta aos valores de uma instituição militar tradicional.



Parte das famílias afirma que temas ligados a identidade de gênero, contestação da estrutura familiar tradicional e conflitos sexuais não deveriam ser apresentados a crianças que sequer chegaram à puberdade.
Embora a obra seja um clássico premiado da literatura infanto-juvenil, com selos de ouro e reconhecimento internacional, o resumo do livro próprio confessa que seu objetivo é “contestar a estrutura familiar tradicional”, o que parece evidenciar que a adoção da linha ideológica presente no material distribuído às crianças pelo CMDP II não ocorreu por acaso.










