O que deveria ser sinônimo de progresso e melhoria na infraestrutura transformou-se em um pesadelo logístico e financeiro para os moradores e empresários da Del Lago II, no Itapoã. A promessa de um asfalto novo deu lugar a uma avenida completamente destruída, onde a lama dita o ritmo do isolamento local. Quem vive e trabalha na região relata um cenário de total paralisia, com máquinas pesadas que passam dias estacionadas, servindo apenas como monumentos ao atraso, enquanto nenhum avanço real é visto na pista.

Para o comércio local, o impacto tem sido devastador. Empresários da região amargam uma queda superior a 50% nas vendas, um tombo que forçou muitos a recorrerem às últimas reservas de caia para conseguir honrar compromissos básicos, como o aluguel, o pagamento de fornecedores e o salário dos funcionários. A insatisfação é potencializada por um erro crônico de planejamento, já que a intervenção foi iniciada justamente em pleno período chuvoso, transformando o canteiro de obras em um lamaçal intransitável que afasta os clientes e deixa os lojistas ilhados.
Quando a chuva dá trégua, o problema muda de forma, mas não de gravidade. A lama seca se transforma em uma poeira densa que invade os estabelecimentos e afeta a saúde dos moradores, que ainda precisam desviar de buracos e maquinário em um ambiente com alto risco de acidentes. Enquanto assistem ao faturamento desaparecer dia após dia, aqueles que geram empregos e pagam seus impostos cobram uma resposta da Administração Regional. No entanto, o sentimento que prevalece no Itapoã é o de total abandono, agravado por um clima de hostilidade, onde o direito legítimo de protestar e cobrar soluções é recebido com intimidação e ameaças de prisão.









