O que durante meses circulou nos bastidores políticos de Brasília agora aparece oficialmente em relatório da Polícia Federal: o Progressistas (PP), partido comandado por Celina Leão no DF, está mergulhado até o talo no escândalo envolvendo as operações entre o BRB e o Banco Master.
Na manhã desta quinta-feira (7/5), o senador Ciro Nogueira — presidente nacional da legenda e principal mentor político de Celina Leão — foi alvo de mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Compliance Zero, sacudindo o Buriti.

A investigação da PF descreve uma relação de “promiscuidade financeira” entre o grupo do banqueiro Daniel Vorcaro e o núcleo político comandado por Ciro Nogueira. Segundo os investigadores, o senador recebia uma mesada de R$ 500 mil em dinheiro vivo para atuar em favor dos interesses do banqueiro, colocando sua influência política e estrutura parlamentar à disposição do grupo financeiro.
Para o povo candango, o impacto político é ainda mais profundo. Ciro Nogueira é tratado nos bastidores como o grande arquiteto do projeto de poder de Celina Leão dentro do Progressistas e teve influência direta na ocupação de espaços estratégicos do GDF — tanto o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, quanto o atual dirigente, Nelson Antônio de Souza, chegaram ao banco sob influência política do senador progressista.

Planilhas apreendidas com Ibaneis Rocha, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 2023, apontam o Progressistas (PP) Nacional como responsável pela indicação de cargos estratégicos dentro da estrutura do BRB.
Com o cerco se fechando e o STF autorizando a devassa nas contas e sigilos de seu padrinho político, o discurso adotado por Celina Leão de “distanciamento” e “desconhecimento” do caso Master começa a ser tratado como mais uma mentira da governadora que perde força diante dos fatos narrados pela PF.









