A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE), comandada pelo delegado de polícia Wenderson Souza e Teles, mantém 172 policiais penais desarmados dentro dos presídios do Distrito Federal — e não é figura de linguagem, é rotina.
Homens e mulheres formados, treinados em tiro, escolta armada e técnicas operacionais, esão empurrados para as unidades prisionais para lidar com o crime organizado portando apenas uma tonfa na mão e nada mais.

Página 55 do DODF nº 77 de 29 de abril de 2026.
Em alguns casos, essa condição se arrasta desde janeiro de 2026, apesar de já executarem as mesmas atividades dos veteranos, participando de rotinas operacionais e lidando com a massa carcerária em igualdade de risco.
Nos bastidores, a explicação que circula é ainda mais grave. De acordo com fontes internas, o atraso na entrega das armas não decorre de falha logística, mas estratégia deliberada para impedir que esse grupo acesse o Serviço Voluntário Gratificado (SVG), já que a participação nesse tipo de escala exige a cautela do armamento institucional.
“Na verdade, as armas já estão no nosso nome. Eles já têm o número do registro, são as mesmas do curso de formação. Já é nossa. Tem munição, está tudo OK. Só não entregam porque não querem perder essas horas no serviço voluntário”, afirmou um policial penal que não quis se identificar.
Na prática, a gestão é discriminatória e impõe uma rotina de risco seletivo: utiliza os servidores em atividades operacionais e no manejo direto de custodiados de forma idêntica aos veteranos, mas os mantém desarmados e excluídos da remuneração extra do serviço voluntário.
O resultado é um sistema que expõe seus próprios policiais penais ao risco enquanto manipula regras internas para controlar quem pode — e quem não pode — acessar o adicional financeiro.
O outro lado
Até o fechamento desta edição, a SEAPE não se manifestou sobre os critérios para a manutenção do desarmamento da tropa ou sobre a previsão para a entrega dos equipamentos.









