Após a ampla repercussão de matérias veiculadas pela A Voz dos Praças — que apontam possíveis atos de ameaça armada e intolerância religiosa envolvendo Sérgio Antônio dos Santos, chefe da assessoria de comunicação da Administração Regional do Itapoã —, o órgão decidiu reagir.
Mas não com respostas nem com a exoneração do envolvido — a reação veio na forma de intimidação e coação contra moradores que ousaram compartilhar a notícia.

Mensagem atribuída à Assessoria de Comunicação da Administração do Itapoã ameaça judicializar e coage morador a retirar vídeo.
Ato carregado de autoritarismo, que expõe uma Administração que já não coaduna com qualquer preceito democrático — muito menos com a livre circulação de informações — assemelhando-se com o que George Orwell descreveu, no livro 1984, como o Ministério da Verdade (MiniVer): uma engrenagem voltada à manipulação da informação e à reescrita da história para servir ao poder. Ali, registros e notícias são falsificados para sustentar a ilusão da infalibilidade do “Grande Irmão” e controlar o pensamento da população.

Lançado há exatos 75 anos, o livro 1984, do inglês George Orwell (1903-1950), é um romance distópico cujo enredo carrega uma contundente crítica ao autoritarismo e à manipulação da verdade.
Além das ameaças de processos e pedidos de indenização, inclusive contra quem apenas compartilhar a informação, o número vinculado à assessoria de comunicação da Administração — coincidentemente chefiada por Sérgio Antônio, envolvido na confusão — afirmou que o A Voz dos Praças não possui idoneidade.
Não cabe à Administração monitorar grupos de WhatsApp, assumir papel de advogado e antecipar juízo sobre eventual demanda — até porque sequer detém legitimidade para judicializar em nome de terceiros. Ao fazê-lo, e ao defender a deputada, revela atuação política onde deveria haver imparcialidade.

Mensagem atribuída à Assessoria de Comunicação da Administração do Itapoã expõe forte carga política e ausência de imparcialidade ao defender servidores e a deputada — ao que parece, Jane Klébia —, enquanto desqualifica terceiros, tentando enquadrar o caso como disputa eleitoral.
A estratégia é conhecida: quando o fato incomoda, tenta-se desacreditar quem mostra e controlar como ele pode ser interpretado.
Mas a pergunta permanece a mesma — e sem resposta: o que justifica a atuação registrada na Chácara Dois Irmãos?
Não há explicação sobre a conduta de Sergio, não há qualquer esclarecimento — há apenas a tentativa de reconfigurar a narrativa e de intimidar aqueles que querem ter acesso à informação.



