Desta vez, é o 5º Batalhão da PMDF, Lago Sul, comandado pelo tenente-coronel Diogo Gerbis de Aguiar, que entra no radar pela concentração de cotas do Serviço Voluntário Gratificado (SVG) entre oficiais, ampliando um padrão que já vinha sendo denunciado em outras unidades.
Enquanto praças seguem relatando dificuldade de acesso às escalas, o tenente Rafhael Fellipe Diniz Pimentel alcança 15 participações em menos de dois meses, um volume incompatível com a lógica de rotatividade que deveria reger o serviço.

Mas o que tem chegado à reportagem não se limita à discrepância na distribuição das cotas. Soma-se a isso o fato de que os oficiais escalados, embora remunerados em R$ 760 por cota, não são acionados para o atendimento de ocorrências, permanecendo, por vezes, durante todo o período de serviço dentro dos quartéis ou até mesmo no alojamento.
O resultado é prejuízo à população: o SVG deixa de funcionar como reforço ao policiamento ostensivo e passa a operar como instrumento de remuneração sem contrapartida operacional — distorcendo completamente a finalidade para a qual foi criado.









