Francisco de Assis Clementino Leite, servidor da Secretaria de Governo do DF, partiu para agressão contra um médico durante uma ação social dentro de uma igreja no Sol Nascente, na última sexta-feira (27), por volta das 11h30.
O detalhe que muda tudo: ele não deveria sequer estar ali.
Nomeado na estrutura comandada por José Humberto Pires de Araújo, o “Pezão”, com salário de R$ 11.796,00, Assis estava a dezenas de quilômetros do seu local de trabalho, em pleno horário de expediente, conduzindo uma agenda paralela ligada ao secretário do Consumidor, Gilvam Máximo — sem qualquer relação com suas atribuições institucionais.

José Humberto “Pezão” (à direita), secretário de Governo do DF, e Gilvam Máximo (à esquerda), secretário do Consumidor do DF.
Ou seja: fora da função, fora do órgão e dentro de uma articulação política travestida de ação social.
Quando o médico responsável informou que encerraria o atendimento diante da baixa procura, a reação foi imediata: agressão, dentro da igreja, durante o evento que ele gerenciava.
Não é só sobre violência.
É sobre desvio de função, uso indevido da máquina pública e atuação política informal sob chancela de quem deveria controlar — não liberar.
O episódio escancara um padrão: servidor remunerado pelo Estado atuando em agenda paralela, com vínculo político, e ainda protagonizando agressão em espaço religioso.
Até agora, nenhuma explicação.
E quando não há explicação, sobra o que sempre sobra: a suspeita.
Porque, no fim, a dúvida não é se ele estava lá.
É se estava autorizado — ou apenas protegido.



