Sérgio Antônio dos Santos, 2º sargento da reserva remunerada da Polícia Militar do Distrito Federal e atual assessor de comunicação na Administração Regional do Itapoã — comandada por Dilson Bulhões do Nascimento, primo da deputada distrital Jane Klébia do Nascimento Silva — é o homem que aparece protagonizando uma cena de intimidação na Chácara Dois Irmãos.
O episódio ocorreu na terça-feira (17/3), após Pastor Leiber ter conduzido uma oração na comunidade.
Segundo moradores, a presença de Sérgio não foi institucional — foi impositiva.
No currículo, ele se apresenta como multiplicador de mediação de conflitos, defensor do diálogo e do uso proporcional da força.´

No vídeo, a prática desmente o discurso: mal desce do carro, leva a mão à cintura, exibe a arma e avança em direção a um morador. A movimentação, rápida e direta, não sugere contenção — sugere confronto e premeditação. Moradores relatam que, além da “abordagem”, houve elevação de tom e ameaças de novas derrubadas.
A escalada só não avança porque Dilson Bulhões intervém e contém o próprio assessor.
E não é um episódio isolado. Relatos apontam ocorrências em contextos distintos.
Policiais que já trabalharam com Sérgio afirmam, de forma reservada, que episódios de descontrole não seriam novidade. Na arbitragem esportiva, ele teria se envolvido em uma confusão com o ex-jogador Túlio Maravilha durante uma comemoração de gol. No âmbito do CONSEG, teria enfrentado problemas que resultaram em seu afastamento.
O que se vê agora é a repetição de um padrão — desta vez, dentro de uma comunidade.
Um assessor público, vinculado a uma administração regional, reagindo com arma à presença de moradores após um ato religioso.
A pergunta deixa de ser retórica e passa a ser institucional: a serviço de quem — e com qual autorização — se age assim dentro de uma comunidade?



