Celina Leão assume o comando do governo do Distrito Federal determinando o redirecionamento de cerca de R$ 25 milhões para a saúde.
A medida, apresentada como prioridade de gestão, repete um tipo de decisão que já colocou seu nome no centro de uma das investigações mais graves da política local.
Em 2015, quando presidia a Câmara Legislativa do DF, Celina participou da destinação de aproximadamente R$ 30 milhões em sobras orçamentárias para empresas responsáveis pela gestão de UTIs da rede pública.
No ano seguinte, a “boa ação” da Leoa virou alvo da Operação Drácon por suspeitas de corrupção, pagamento de propina e direcionamento de recursos públicos da saúde. A crise levou o TJDFT a determinar seu afastamento do comando da Mesa Diretora da CLDF.
Durante a operação, o então secretário legislativo e braço direito de Celina, Sandro de Morais Vieira, foi flagrado retirando caixas e uma bolsa da Câmara Legislativa antes da chegada da Polícia. Para o promotor Clayton Germano, a conduta indicava possível tentativa de ocultação de provas.

Celina Leão ao lado de Sandro de Morais Vieira, seu então braço direito na Câmara Legislativa do DF — personagem citado nas investigações da Operação Drácon, flagrado retirando caixas e uma bolsa da CLDF às vésperas da ação policial.
Esse histórico não é detalhe lateral. É exatamente o que transforma a decisão em alerta político.
Porque, no Distrito Federal, milhões destinados à saúde já foram o caminho que levou Celina Leão ao centro de uma investigação por corrupção.
E agora, de volta ao comando do poder, a pergunta não é sobre o anúncio — é sobre o destino.

Sandro de Morais Vieira, ex-braço direito de Celina Leão, aparece como interino em cartório na terra de Ibaneis, o Piauí — sem concurso e em caráter precário.









