O ex-senador Gim Argello mostrou, no último dia de filiações, que o Avante no Distrito Federal não está tentando se estruturar — já entrou na fase de seleção.
Com mais de 60 nomes colocados à mesa para uma nominata de 25 distritais e mais de 20 para a disputa das 9 vagas federais, o movimento revela algo que adversário nenhum conseguiu montar até agora: excesso de opção qualificada.
Isso muda o jogo.
Não é volume. É controle. Partido desorganizado aceita o que aparece. Partido estruturado define quem fica de fora. O Avante chegou nesse estágio — e com projeção concreta de fazer de três a quatro distritais e até dois federais.
E isso não nasce do nada.
Passa diretamente pela condução de Gim, que carrega algo raro no cenário local: volume real de produção voltada ao Distrito Federal.
- Durante seus oito anos como deputado distrital, apresentou 2.580 propostas legislativas e transformou mais de cem em lei;
- No Senado, participou diretamente da tramitação de 81 Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e 77 Projetos de Lei do Senado (PLS), sendo responsável pela emenda que ampliou o programa Minha Casa Minha Vida para mais de 5.000 municípios.
Não é discurso de campanha — é histórico acumulado. E é esse lastro que atrai, organiza e dá segurança política para quem decide entrar no projeto.
Mas o movimento não para na montagem de nominata.
Ele já aponta direção de poder.
O Avante se alinha a um projeto de governo no Distrito Federal ancorado na experiência administrativa de José Roberto Arruda — não como símbolo, mas como referência operacional de gestão. Um modelo com foco em execução, entrega e capacidade real de fazer a máquina pública funcionar.

E é aqui que começa a incomodar.
Porque é partido na disputa do poder. Não é candidatura solta. É projeto com eixo, comando e método.
Enquanto parte do cenário político ficou só no discurso, no Avante de Gim Argello o movimento foi outro: lista sendo filtrada, porta sendo fechada e um grupo sendo definido.









