Bia Kicis decidiu incendiar o próprio campo político. Ao declarar apoio a Celina Leão — candidata ao GDF apadrinhada por Ciro Nogueira — a deputada não apenas atropelou o próprio partido, como também tirou Izalci Lucas do jogo antes mesmo da largada.
Nos bastidores do PL-DF, o clima já não é de tensão — é de ruptura. A militância bolsonarista reagiu mal à aproximação com o centro e já fala que houve nova “entrega de cargos”. Segundo fontes, Kicis — que já controla de porteiras fechadas a Secretaria de Agricultura e seus mais de 150 cargos — teria recebido mais um pedaço do governo para selar o acordo.
O gesto escancara a contradição. Ao priorizar o controle de nacos do governo em detrimento da ideologia bolsonarista, Bia, além de tensionar a unidade da direita, colide com o próprio discurso que a projetou. O efeito é a resistência crescente dentro da própria base à sua candidatura ao Senado.

Sob seu comando, o que se vê no PL distrital não é estratégia de vitória, mas política do “toma lá, dá cá”, que isola aliados e fortalece o sistema que a deputada segue jurando combater.
No fim das contas, o “pedacinho” do governo recebido agora pode custar o projeto inteiro em 2026. A corrida pelo Buriti ainda nem começou, e o rastro que Bia Kicis tem deixado é de fragmentação, desconfiança e perda de rumo.









