Major Diego dos Santos, apontado em investigação por uso da função na Corregedoria da PMDF para cometimento de assédio sexual, é citado pela segunda vez no dia de hoje por policiais da própria corporação — desta vez, por condutas voltadas à perseguição de guarnições operacionais, especialmente integrantes do GTOP.
Segundo novos relatos encaminhados A Voz dos Praças, no ano de 2020, o oficial teria atuado diretamente contra policiais do GTOP 24 e do GTOP 35, grupamentos conhecidos pela alta produtividade no combate ao crime, adotando medidas e construções investigativas direcionadas não à apuração de irregularidades, mas à fabricação de narrativas destinadas a imputar crimes aos militares.
De acordo com documentos já publicados pelo A Voz dos Praças em novembro de 2025, a atuação de Diego seguia um padrão: mesmo diante da ausência de elementos concretos, procedimentos eram conduzidos com base em interpretações forçadas, recortes de informações e leituras que ampliavam artificialmente suspeitas sobre os militares envolvidos.

Mesmo o ato mais básico de defesa virou suspeita nas mãos de Diego. No relatório, o simples fato de dois policiais comentarem que iriam falar com seus advogados foi tratado como indício de culpa — como se buscar orientação jurídica fosse crime, e o direito de se defender, prova de confissão. É a distorção levada ao extremo: na Corregedoria de Diego, até o exercício da lei serve para alimentar o teatro da perseguição.

Durante a operação em que os policiais capturaram o criminoso que havia arrancado a orelha de um colega, Diego enxergou o contrário do óbvio. Em vez de reconhecer a coragem da guarnição que reagiu ao ataque e prendeu o agressor, ele usou o episódio como “prova” de que o grupo invadia casas — distorcendo uma ação legítima de prisão em flagrante em narrativa de abuso. Na lógica perversa da Corregedoria de Diego, até quem prende o autor da violência vira autor do crime.


Com base no depoimento sem sentido de um criminoso — que afirmava ter sido “torturado” por policiais e depois recebido em casa a visita de uma PM para devolver um casaco — o então capitão Diego, da Corregedoria da PMDF, solicitou cautelares contra uma policial. Sem autoria, sem qualquer descrição física e sem prova: apenas delírio travestido de investigação.
Mas o ponto mais grave não está só no método — está na motivação.
Policiais das próprias unidades relatam que a perseguição contra grupamentos especializados teria começado após Diego perder o interesse de uma mulher para um dos militares. A partir daí, o que era pessoal teria sido transportado para dentro da estrutura institucional.
Os novos relatos não surgem isolados. Eles se somam a episódios anteriores já expostos, todos apontando para o mesmo padrão de comportamento: quando não obtém o que quer no plano pessoal, o oficial teria recorrido à máquina pública para retaliar.
E quando a estrutura criada para garantir legalidade é usada por mais de seis anos para fabricar acusações, perseguir subordinados e assediar sexualmente mulheres, o problema vai além do institucional — evidencia a falha e a corresponsabilidade de todos os mecanismos de controle que, ao longo desse período, fecharam os olhos para fingir não ver o que estava acontecendo.









