Quando o governo Ibaneis decidiu empurrar o BRB para dentro do Banco Master, quem abriu o caminho não foi técnico, auditor ou especialista: foi Hermeto, líder do governo na CLDF, microfone em punho, pressa no olhar e discurso pronto para justificar o injustificável.
Enquanto qualquer analista minimamente sério já apontava risco, inconsistência e cheiro de problema, Hermeto virou o fiador político da operação na CLDF. Vendeu o negócio como avanço. Disfarçou pressa de responsabilidade. Camuflou risco de oportunidade. E garantiu — com toda a segurança do mundo — que “o Banco Central daria a palavra final”.
Agora, com o dono do Master preso, a diretoria do BRB afastada, busca e apreensão, suspeita de fraude bilionária e o caso no centro da PF, sobra uma pergunta incômoda: quem sustentou publicamente essa bomba até ela explodir?
A resposta é simples: Na CLDF, foi Hermeto. Ele quem puxou 14 distritais para dentro da articulação, quem empurrou a votação em regime de urgência e quem tratou a operação como se fosse apenas mais um passo “natural” na expansão do BRB.
Natural? Hoje fica claro que nada ali era natural. Era um negócio cheio de fumaça, cheio de alerta, cheio de avisos — e mesmo assim, aprovado como se fosse uma homenagem.
O resultado está no noticiário policial. A pressa virou rombo. O discurso virou peça de denúncia. E o voto de confiança virou um dos maiores vexames políticos do DF nos últimos anos.
Hermeto não foi apenas parte do processo. Foi o motor político que deu vida a ele dentro da CLDF. E agora, com a PF revirando tudo, a cidade inteira entende o tamanho da blindagem que ele ofereceu ao pior negócio que o DF já viu nascer.









