O policial civil aposentado Olegário Oliveira de Moraes, exonerado em novembro de 2025 após tentar intimidar autoridades, dentro da casa do governador, ao ser alvo de mandados por suspeitas de corrupção na saúde, volta a atuar na Casa Militar com autorização de Ibaneis Rocha e tenta interferir na escolha dos próximos integrantes da cúpula da PMDF.
A movimentação ocorreu ontem (17/03), no exato momento em que eram definidos os nomes do novo comando. O coronel Palhares vinha sendo tratado como favorito ao comando-geral da PMDF, enquanto o coronel Melo aparecia como indicado para a chefia da Casa Militar.


Foi nesse cenário que Nino Olegário — sem cargo, exonerado e investigado — surgiu no ambiente institucional e tentou barrar ambas as indicações.

O fato rompe qualquer lógica administrativa. Não se trata apenas de presença indevida de um amigo pessoal Ibaneis Rocha, mas de atuação direta nos bastidores de decisões estratégicas da segurança pública, mesmo após saída formal do governo em meio a suspeitas graves.
O ponto central deixa de ser a disputa pelos cargos. O que emerge é algo mais sensível: quem tem, de fato, poder dentro do governo.
Porque, quando um exonerado sob investigação circula com liberdade e tenta influenciar nomeações no núcleo militar, o problema já não é escolha de comando — é comando paralelo.



